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  • junho 11, 2012

            Terminando esta trilogia, não com chave de ouro, mas uma chave que ligue algum automóvel. Ou você acha que elas querem andar de Bicicleta com você?


    Eu sei, é foda. Mas sem isso você não vive, amigo.


    III



    Um homem chama a sua mulher para sair. Ele diz ser um jantar romântico e que iria ser perfeito.

    — Vamos amor, já estamos atrasados!
    — Espere, só preciso achar minha bolsa!
    — Pra quê bolsa? Eu vou pagar.
    — Está me chamando de quê?
    — Te chamando…? Ah, Letícia vamos logo!
    — Não, não… Entendi bem? Você disse que eu não sirvo pra nada?
    — Eu não disse isso, amor. Só disse que eu vou pagar.
    — Fique sabendo que eu não preciso que você pague minhas coisas, eu sei muito bem cuidar de mim mesma, e trabalho pra pagar as coisas que consumo!
    — Eu sei amor, eu sei…
    — Não me venha com “amor”! Você acha que eu não poderia planejar um jantar também? Acha que eu não poderia pagar?
    — Amor, não tem nada a ver… Estamos perdendo tempo…
    — Ah, então falar com a sua mulher agora é perda de tempo?
    — Letícia quer entrar no carro?
    — Tem razão, falar comigo é mesmo uma perda de tempo. Alugue uma mulher melhor, Fabiano. – Dizia Letícia, enquanto tirava um dos brincos.
    — Letícia, me perdoe então, está bem? Perdoe-me por ser tão machista com você – Fabiano tentava amenizar a situação com palavras suaves, enquanto devolvia o brinco a sua mulher.
    — Está bem. – Ela o acompanhava com aquela cara de fome tipicamente feminina.
     Ele então sorri, entra e liga o carro. Ainda sorrindo, ele percebe que sua mulher está de braços cruzados… Meio sem entender, coloca a cabeça para fora da janela:
    — Letícia?
    — Não ta esquecendo alguma coisa?
    — Ah, como eu poderia esquecer… – Ele corre, abre a porta de casa, e permanece lá por uns segundos. Retorna com um sorriso enorme, e um bombom.
    — Aqui amor, como no dia do nosso primeiro beijo.
    — 17 anos, e você não mudou nada, Fabiano?
    — Letícia, entre logo ai, porque já estamos aqui há horas! – Ele entre novamente no carro. Ela nem se quer move um fio de cabelo.
    — Antes os homens abriam a porta do carro para suas mulheres.
    — Antes nem carro existia. Ele dava escadinha pra ela subir na carroça no máximo.
    — Grosso…
    Então ele abre a porta do carro pra ela. Mas por dentro do carro. Ela se recusa a entrar:
    — Isso é mesmo perca de tempo, Fabiano. Vou me deitar, vai lá comer seu camarão.
    Ele corre até ela, se ajoelha segura sua mão, dá vários beijos e diz:
    — Vamos assistir Ghost  no quarto da empregada? – Com um sorriso malicioso em sua cara de 30 anos.
    — Ai, amor…

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