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  • junho 11, 2012

            É amanhã. O dia mais esquecido por uns e mais esperado por umas. É hoje que você vai buscar aquela aliança que você encomendou, ou esqueceu de encomendar. É hoje que você vai fazer a reserva naquele restaurante legal que ela gosta, ou vai esquecer que restaurante era aquele. É hoje que você vai procurar a receita daquele omelete afrodisíaco ou vai se lembrar que não consegue nem quebrar um ovo. 
            É hoje que o palhaço começa a arrumar as malas, porque o circo vai pegar fogo.
    Amanhã é dia dos namorados, uma data criada pela mídia para movimentar ainda mais o comércio, ratificar a solidão de alguns e causar alguns probleminhas.
            Apresento-lhes uma uma trilogia de crônicas que eu escrevi há algum tempo, para deixar vocês mais ansiosos para amanhã.
    Todo mundo esbanjando malícia amanhã.

    Pequenos contos sobre esse sentimento gostoso e filho da puta, chamado: amor.

    I

    Em plena era digital, com todos esses gigas e downloads, colesterol e pedofilia, todo mundo quer carinho.

    — Então você quer falar de amor?
    — É só o que eu quero.
    — Pois bem, falemos de amor.
    — Se você me ama de verdade, como você sabe que é amor?
    — Eu sinto como se estivesse sendo alvo de vários cupidos sacanas que vendaram meus olhos e me deram um cigarro, mas esqueceram de me dar o direito de ultimo pedido.
    — E se pudesse fazer seu pedido, qual seria? – Dizia ela, sorrindo, esperando ouvir alguma coisa.
    — Seria que eles me fuzilassem até a morte. Ah, e um CD do Jorge Vercilo, claro.

    Eu tô falando de amor, e não da sua doença. Eu tô falando de amor, e não do que você pensa.”


    (Continua…)

    junho 8, 2012

             Deu-me uma tremenda vontade de correr pra bem longe dali, de cuspir em você todo o amor que eu te dei, mas acima de tudo de te odiar e esquecer-me completamente da sua existência. Você sempre tão viril, másculo, galanteador, me fez entender de uma forma tão clara e única que eu era especial pra você. Fez sim.

             Então depois de um tempo, eu fiquei a esperar um telefonema, uma sms, um sorriso diferente, um sinal qualquer no qual você me dissesse: “olha, eu ainda estou com você”.

             Eu, tola, ficava te procurando das formas mais indiretas possíveis, pra demonstrar, de uma forma bem sutil, que você poderia vir até mim, pois eu estaria tão perto, acessível pra você. Só pra você. Pro teu sorriso branco, pro teu olhar penetrante, pro teu abraço protetor, pra tua mania de rir das minhas neuras, pra forma como você me tomava pelos braços me deixando sem reação alguma, para todas as suas façanhas de sedutor.

             Então, durante o tempo que me fazia de inacessível, ainda em crença que iria receber uma daquelas tuas mensagens de “Bom dia”, eu te vi. Eu te vi de uma forma que me chocou, de uma forma como eu não estava preparada pra ver. Você estava lá, acompanhado, caminhando de mãos dadas com ela pela rua, tão risonho, que me deu vontade de te gritar dali mesmo “OLHA, DÁ PRA GUARDAR A PORRA DO SORRISO PELO MENOS QUANDO EU NÃO ESTIVER AQUI? JÁ DEU PRA ENTENDER QUE VOCÊ FICA BEM SEM MIM, NÃO PRECISA GARGALHAR TÃO ALTO!”.

             Mas havia uma parede de vidro entre nós, você jamais me ouviria e talvez, ainda que ouvisse, não se importaria. É, acho que é essa mesma o  verbo: “importar”, você não se importa mais, mais nenhum pouquinho comigo e meus dramas, exageros, afobamentos. Toda essa coisa tão juvenil que se mantêm viva em mim e que você deixa ainda mais desperta.
             Olha, eu não vou gritar, não vou cuspir, não vou fazer uma musica pra você, nem lhe cantar uma serenata. Eu simplesmente vou, como quem não quer mais olhar pra trás. Como quem já perdeu o que tinha pra perder e segue em frente, sem muita fé de que vai conseguir seguir. Mas vou. É, eu vou. Sem conseguir me desprender das tuas frases feitas, da forma como você se despedia de mim. De você. Do teu beijo. Sem conseguir entender porque eu não separei em nenhum momento gentileza de sentimento, ou mentira de sinceridade.

    junho 8, 2012

            Cá entre nós: você já se apaixonou por uma mulher independente? Lembra-se da sensação que traz uma mulher assim? Não tem nada mais provocante, mais confuso e mais atraente do que mulheres que se mostram donas de si e ainda sobra um pedacinho pra doar nos dias frios. Donas do próprio nariz, mas de vez em quando acha bom ter um beijo no pescoço. Difícil é saber a hora certa desses acontecimentos, o jeito é estar sempre pronto pra guerra. Às vezes no sentido literal da palavra. 

            É normal que a maioria dos homens não saiba lidar com uma criatura tão magnifica e perfeitamente criada para bagunçar a ordem das coisas. Não existe ordem. A palavra “rotina” tem teor criminal aos ouvidos dessas mulheres. Falo sério, meu amigo, tem dias que a cabeça falta explodir. E eu não sei por que isso é tão bom! Mas eu garanto que não existe nada melhor.   
            Enquanto você se prepara a vida toda para entender um pouco sobre as mulheres, elas decidem mudar tudo, rasgar os manuais tradicionais e começam a pagar o jantar e dizer frases, que foram historicamente feita por nós e para nós, homens. A primeiro impacto isso é inquietante, mas é justamente isso que fascina. Quando elas mostram que não precisam de alguém para leva-las em casa ou para lhe pagar um drink. Ela escolhe o drink, o lugar, o filme, a música, o dia, o motel, a hora. Você, meu caro, pode até ter muito dinheiro e ter muito sucesso com as mulheres. Pouco importa. Elas não se impressionam com esses assuntos velhos. É mais interessante se você souber planejar uma viagem a um lugar desconhecido, aprender a cozinhar um prato novo ou saiba recitar algo em outra língua.

            Vou te dizer, é complicado. Complicado demais! Tão complicado que, se for pra aconselhar, te aconselho que nem comece. Depois que você cai no encanto de alguma dessas medusas, já era, lá se vai um soldado. Tô dizendo isso porque até hoje não consigo mais querer outra mulher. Essas donas de casa, que fazem ponto-cruz e odeiam ir ao cinema. Tudo bem há quem goste e não tiro a razão. Só não me apetece, não me abre tanto os olhos ou outras coisas. Mulher mesmo é independente, daquelas que, assim que você acorda já te diz um bom dia personalizado, do tipo “se prepara nêgo…”. Daquelas que parecem se espalhar pelos cantos da casa, estrategicamente, só para mudar um pouco a atmosfera.  

            É verdade, elas não dependem de nada. Já nós, dependemos muito delas, afinal, são essas que separam as mulheres boas, as mulheres ruins e as mulheres inesquecíveis.


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