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  • junho 29, 2012
    Imagina o intervalo de tempo de uma foto pra outra…
    Aprendi com o tempo que, quando uma mulher demora a se arrumar, você deve se sentir lisonjeado, afinal de contas, ela está se arrumando pra sair com você. Bonito, bonito, ótimo ponto a ser observado. Mas, por mais que esse seja o foco em que o homem precisa estar centrado, diz aí, quem és tu, alma pacífica, que gosta de ficar esperando? Tudo bem, existem excessões até quando o assunto é esperar. Existem, de fato, pessoas que não se importam, que nem percebem que o tempo passou, que acham que o sentimento de espera é legal. Vai entender.

    Vou confessar. Sou um esperador nato. E desde sempre as pessoas deitam e rolam na minha (EPA!) virtude de esperança. No inicio dos meus tempos, quem me fazia esperar era o meu irmão mais velho, com os tão famosos “10 minutos”. Mal sabia eu, que estes 10 minutos seriam válidos em qualquer território do planeta. Esses mesmos 10 minutos foram repetidos por diversas outras pessoas em minha vida. Com o tempo, percebi que nunca eram 10 minutos. Assim como Ela não estava “quase pronta”. Mas vai falar! Fala, besta. Fala pra você ver. Esperai, amigos. Esperai. Agradeço desde já meu ilustríssimo irmão Vinny por todo o treinamento ao longo da minha vida.

    Depois de um tempo, comecei a ficar indignado com todo esse processo de espera. Mesmo com o ensinamento do meu irmão (involuntário ou não) eu não conseguia me conformar. Comecei a me sentir um trouxa, por ter que esperar por horas uma pessoa. Fui atrás de outros sábios, em busca de respostas, algo que fizesse acreditar que eu não era um trouxa e sim uma pessoa pontual, de acordo com seus compromissos, responsável e que aquilo era bonito, algo para poucos. Mas não. Não achei nada.

    Tomar um café, conversar com animais, vale tudo no período da espera.


    Mas eu descobri também, que nem por isso eu sou uma pessoa tão ruim assim. Descobri que não sou o único que odeia esperar e se sente um otário assim. Melhor ainda, descobri que não sou tão trouxa assim, isso é amor! Tá bom, o amor nos deixa bem trouxas, eu assumo. Mas é um trouxa bonitinho. Ou não? Tá bom, também não existe trouxa bonitinho, trouxa é trouxa, espera mesmo e fica quieto ainda. Porque, você lembra lá no inicio do post o que o Professor Almi disse? Sinta-se lisonjeado, afinal de contas, ela está se arrumando para você. Desconsidere também esta informação, eu estava sendo positivo, mas preciso abrir o jogo para vocês. A mulher se arruma pros outros, mais precisamente, para as “outras”. Para outras mulheres. Esse é o problema de ser um pesquisador, como eu, são tantos conselhos, tantos sábios, que você sabe mais o que fazer.

    E o pior é que não tem jeito, vai ser sempre assim mesmo, então, ela não vai chegar em 10 minutos, ela não está quase pronta e ela não vai ficar linda para você. São anos de ensino de paciência, as donas da escola da esperança, formando monges por séculos. E formando frustados também, futuros estressados e putos da vida. E a Verônica ainda disse que depois de um tempo a gente aprende. Porra, Verônica! Já passou muito tempo, não acha não?

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