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  • julho 6, 2012

    Efêmero by Paulinho Moska on Grooveshark

             Eu não acreditava quando me diziam, mas, como a gente fica besta à medida que cresce. Sempre considerei este um ponto de vista pessoal e que, nem sempre, as pessoas se tornavam tão chatas quando adultas. Mas é real, natural.
            Quando eu era mais novo, roubava manga na casa do vizinho, sentava na porta da casa das meninas mais bonitas da rua, coberto de areia, como se fosse imune a julgamentos, olhares tortos e rituais secretos em que essas meninas queimavam nossa identidade em praça pública, como culto à nossa desmoralização em massa. E mesmo que essa ideia idiota passasse por minha cabeça, eu não mudava o meu jeito e ainda arriscava umas conversas. Às vezes até dava certo.
           Pois é, a gente cresce. E talvez alguém discorde da teoria, tudo bem, existem sim suas exceções. Na realidade, encaro esta uma fase, assim como todas as outras e acredito em fases que levam muito tempo para deixarem de ser apenas uma fase. E leva um tempo também para deixarmos de lado o pensamento alheio e fazermos o que nos bem queremos (claro, sem que seja crime) sem nos importamos se aquilo é bonito ou não, se estamos bem arrumados ou não, se as pessoas acham que você é um nerd desleixado ou uma piriguete descontrolada. Quem sem importa?
             Esperar que felicidade apenas quando formos julgados positivamente é sim, muito lindo, mas utópico. Melhor mesmo é se desprender de padronizações, rótulos e todo tipo de mesmice. Verdade, certos clichês só alimentam mais a nossa realização, por isso, não apoio o seu banimento. Mas não há nada mais prazeroso do que esquecer o resto do mundo e dançar um xote no meio do shopping, receber uma ligação no meio da aula pra fugir um pouco do ritmo tão repetido da vida ou ser acordado bem cedo para dar uma volta na praia.

           Mas quem quiser continuar seguindo regras de sabe-se-lá-quem de como ser bonito, como ser legal, como ser feliz e todos esses ciclos eternos de uma falsa felicidade, não os contrario. Mas eu tô indo ali dar um beijo no mar que eu ganho mais.

    1. Juliete Aletrice jul 06, 2012

      Parabéns,você escreve muito bem. Seus textos são simplesmente magníficos.

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