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  • junho 8, 2012

             Deu-me uma tremenda vontade de correr pra bem longe dali, de cuspir em você todo o amor que eu te dei, mas acima de tudo de te odiar e esquecer-me completamente da sua existência. Você sempre tão viril, másculo, galanteador, me fez entender de uma forma tão clara e única que eu era especial pra você. Fez sim.

             Então depois de um tempo, eu fiquei a esperar um telefonema, uma sms, um sorriso diferente, um sinal qualquer no qual você me dissesse: “olha, eu ainda estou com você”.

             Eu, tola, ficava te procurando das formas mais indiretas possíveis, pra demonstrar, de uma forma bem sutil, que você poderia vir até mim, pois eu estaria tão perto, acessível pra você. Só pra você. Pro teu sorriso branco, pro teu olhar penetrante, pro teu abraço protetor, pra tua mania de rir das minhas neuras, pra forma como você me tomava pelos braços me deixando sem reação alguma, para todas as suas façanhas de sedutor.

             Então, durante o tempo que me fazia de inacessível, ainda em crença que iria receber uma daquelas tuas mensagens de “Bom dia”, eu te vi. Eu te vi de uma forma que me chocou, de uma forma como eu não estava preparada pra ver. Você estava lá, acompanhado, caminhando de mãos dadas com ela pela rua, tão risonho, que me deu vontade de te gritar dali mesmo “OLHA, DÁ PRA GUARDAR A PORRA DO SORRISO PELO MENOS QUANDO EU NÃO ESTIVER AQUI? JÁ DEU PRA ENTENDER QUE VOCÊ FICA BEM SEM MIM, NÃO PRECISA GARGALHAR TÃO ALTO!”.

             Mas havia uma parede de vidro entre nós, você jamais me ouviria e talvez, ainda que ouvisse, não se importaria. É, acho que é essa mesma o  verbo: “importar”, você não se importa mais, mais nenhum pouquinho comigo e meus dramas, exageros, afobamentos. Toda essa coisa tão juvenil que se mantêm viva em mim e que você deixa ainda mais desperta.
             Olha, eu não vou gritar, não vou cuspir, não vou fazer uma musica pra você, nem lhe cantar uma serenata. Eu simplesmente vou, como quem não quer mais olhar pra trás. Como quem já perdeu o que tinha pra perder e segue em frente, sem muita fé de que vai conseguir seguir. Mas vou. É, eu vou. Sem conseguir me desprender das tuas frases feitas, da forma como você se despedia de mim. De você. Do teu beijo. Sem conseguir entender porque eu não separei em nenhum momento gentileza de sentimento, ou mentira de sinceridade.

    1. Anonymous jun 11, 2012

      Muitoooo bom o texto, é tudo o que precisa ler no momento

      • Bruna Gameiro jun 11, 2012

        Fico muito feliz que tenha gostado, espero mesmo ter ajudado, volte sempre e será sempre muito bem vindo! 😀

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